Sofrimento emocional cresce no sertão e especialista cobra atenção além do emergencial. Ruth Souza defende prevenção que enfrente as raízes do adoecimento mental.
Em tempos de crise, toda medida que visa preservar vidas é de suma importância e merece ser valorizada. No entanto, é fundamental refletir sobre o que realmente está por trás do sofrimento psíquico. A psicóloga Ruth Emily Melo Sampaio de Souza levanta questões relevantes sobre como estamos lidando com as causas e os sintomas do sofrimento emocional.
Segundo a psicóloga, por trás de cada crise, existem histórias, silêncios e traumas que muitas vezes não são ouvidos. Ela enfatiza a necessidade de um olhar mais profundo sobre a prevenção, que deve ir além de ações emergenciais.
“Precisamos falar sobre prevenção de forma mais profunda. Precisamos investir em saúde mental, fortalecer redes de apoio, ampliar o acesso ao cuidado psicológico e criar espaços onde as pessoas possam falar sobre sua dor sem medo de julgamento”, afirma Ruth.
Ruth, que é pós-graduada em musicoterapia e atua em Paulo Afonso – BA, destaca que proteger vidas não é apenas impedir uma queda, mas sim construir caminhos para que menos pessoas cheguem ao limite do sofrimento. Essa é uma questão que envolve toda a sociedade e deve ser abordada com seriedade e empatia.
É preciso criar condições para que as pessoas possam buscar ajuda e se sentirem confortáveis para compartilhar suas experiências. Fortalecer as redes de apoio e garantir o acesso a tratamentos psicológicos são passos essenciais para que possamos lidar de forma mais eficaz com o sofrimento psíquico.
Por fim, Ruth convida todos a refletirem sobre o tema: “E você, o que pensa sobre isso?”. Essa provocação busca engajar a comunidade a participar ativamente das discussões sobre saúde mental e a importância de uma abordagem mais humanizada e abrangente em relação a esse tema.
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