A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, a Operação Chancelas. O objetivo da ação é apurar fraudes em registros imobiliários e casos de grilagem de terras da União no município de Maraú e na região sul da Bahia.
Segundo informações da PF, a operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Maraú, Camamú e Cairú. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal e têm como finalidade reunir provas relacionadas aos crimes investigados.
Os agentes estão recolhendo documentos físicos e dados de dispositivos eletrônicos que possam esclarecer a atuação dos envolvidos nas fraudes. As investigações se concentram em crimes associados a registros fraudulentos e à apropriação indevida de áreas públicas federais.
As apurações tiveram início após denúncias sobre irregularidades em registros imobiliários que envolvem terrenos de marinha e suas extensões, que são bens pertencentes à União. De acordo com a PF, essas áreas teriam sido registradas de forma inadequada como propriedades particulares.
A investigação sugere que expedientes fraudulentos foram utilizados em cartórios de registro de imóveis para viabilizar esses registros. Indícios de georreferenciamentos irregulares e a omissão da titularidade da União nas matrículas foram identificados.
Além disso, foram verificados sucessivos desmembramentos de imóveis que visavam ampliação artificial de áreas, proporcionando uma aparência de legalidade à ocupação e exploração econômica de terras públicas. Esse esquema pode ter possibilitado a comercialização de áreas que pertencem à União.
As apurações também revelam que as transações envolveram regiões de praia e áreas de uso comum, resultando em prejuízos ao patrimônio público federal. A PF e o MPF continuam a investigação para detalhar as responsabilidades e a extensão dos danos causados.
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