Na última quarta-feira, 27, a votação para a alteração da escala de trabalho 6×1 na Câmara dos Deputados trouxe à tona uma discussão acalorada sobre violência política de gênero. A deputada federal Yandra Moura (União), que estava em licença maternidade após o nascimento de seu primeiro filho, foi alvo de críticas e ataques por sua ausência na votação.
Alguns veículos de comunicação e influenciadores têm tratado a não participação de Yandra como uma falta de comprometimento, o que gerou revolta entre a população. A forma como a deputada foi abordada nas mídias sociais e portais de notícias reflete uma prática de misoginia e machismo que ainda persiste na sociedade.
O pré-candidato a governador Valmir de Francisquinho (Republicanos) também foi alvo de ataques por uma fala considerada machista, embora ele tenha se defendido, afirmando que estava falando sobre a proteção de sua família diante de ataques políticos. A situação de Yandra, por sua vez, se agrava ainda mais, considerando que sua licença maternidade é um direito conquistado por mulheres ao longo de anos de luta.
É inaceitável que em um momento tão delicado, onde se discute a igualdade e o respeito, alguns se permitam desmerecer o papel das mulheres, utilizando-se de narrativas distorcidas para atacar suas ausências ou decisões. A licença maternidade deve ser respeitada, e a participação de mulheres na política deve ser incentivada, não utilizada como arma para ataques.
Além disso, esse tipo de comportamento não apenas desrespeita Yandra, mas atinge todas as mulheres que lutam por seus direitos. A falta de empatia e compreensão por parte de alguns jornalistas e influenciadores é alarmante, configurando-se como uma violência de gênero que não pode ser ignorada. A sociedade precisa refletir sobre suas ações e sobre como elas impactam a vida de tantas mulheres que, como Yandra, buscam um espaço digno e respeitoso na política.
Por fim, é fundamental que todos se unam na luta contra a violência de gênero e que a política seja um espaço de respeito e inclusão, onde todos possam participar sem medo de represálias ou ataques pessoais. O respeito à licença maternidade e a valorização da mulher na política são passos essenciais para o avanço da sociedade.







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