A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, a aprovação do registro do medicamento Ozivy. Este produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic, que já está liberado para comercialização no Brasil. A patente do Ozempic expirou em 20 de março e, com isso, surgem novas opções de tratamento para os pacientes.
O Ozivy, desenvolvido pela fabricante EMS/SA, teve seu pedido de registro protocolado em 2023. Desde então, o medicamento passou por um rigoroso processo técnico de avaliação que garantiu sua eficácia, segurança e qualidade. A confirmação do registro foi publicada no Diário Oficial da União, permitindo que o produto chegue ao mercado em breve.
Destinado a adultos com diabetes tipo 2, o Ozivy será utilizado como um complemento à dieta e aos exercícios físicos. O medicamento será disponibilizado na forma de uma solução injetável em caneta, com aplicação semanal. É importante ressaltar que a forma de conservação do Ozivy é diferente da do Ozempic, o que deve ser considerado pelos pacientes e profissionais de saúde.
Conforme as orientações da Anvisa, o Ozivy deve ser armazenado em geladeira, tanto antes quanto depois do início do tratamento. A agência destacou que o Ozivy não é um medicamento genérico, uma vez que não existem genéricos para produtos biológicos de acordo com a regulamentação brasileira. Portanto, o Ozivy é classificado como um medicamento novo.
Após a concessão do registro pela Anvisa, o próximo passo para a comercialização do Ozivy é a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A EMS/SA, responsável pelo registro, terá a autonomia para decidir quando o medicamento estará disponível para venda.
Para que o Ozivy seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisará passar pela avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e obter a aprovação do Ministério da Saúde. Vale destacar que nem todos os medicamentos registrados na Anvisa são avaliados pela Conitec, o que pode limitar o acesso ao Ozivy pelo SUS.
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