O juiz Edson Nascimento Campos, da Vara Criminal de Guanambi, proferiu uma sentença severa contra Thiago Francisco de Souza Castro, ex-chefe do Departamento de Contabilidade e Tesouraria da Secretaria Municipal de Assistência Social. Ele foi condenado a nove anos, oito meses e 20 dias de reclusão por peculato, um crime que envolve a apropriação de recursos públicos.
A decisão foi baseada no artigo 312 do Código Penal, que trata do peculato na modalidade de apropriação. Segundo a sentença, ficou demonstrado que Thiago desviou a quantia de R$ 1.220.495,93 entre 2 de agosto de 2021 e 1º de setembro de 2025, período em que estava à frente da movimentação financeira da Secretaria.
O ex-chefe foi detido em 23 de setembro de 2025, em Foz do Iguaçu, Paraná, após a denúncia das irregularidades cometidas, que partiu da própria secretária municipal de Assistência Social. A situação alarmante levou a um desdobramento judicial que culminou na condenação de Thiago.
Além da longa pena de prisão, o magistrado determinou a perda do cargo público ocupado por Thiago, assim como de qualquer função ou mandato eletivo que ele venha a assumir no futuro. A sentença também estipulou um valor mínimo de R$ 1.286.986,65 para a reparação dos danos causados ao erário municipal.
O regime inicial para o cumprimento da pena foi classificado como fechado, e a defesa ainda pode recorrer da decisão. Durante o processo, Thiago confessou os atos ilícitos narrados na denúncia, alegando que sua conduta foi influenciada por um quadro de compulsão por jogos de azar e dívidas acumuladas em apostas.
No relatório, o juiz afastou qualquer dúvida sobre a autoria do crime. Ele destacou que, como chefe do Departamento de Contabilidade e Tesouraria, Thiago tinha controle total sobre as contas da Secretaria de Assistência Social. Além disso, as provas testemunhais indicaram que ele era o único responsável por efetuar pagamentos, possuindo acesso exclusivo ao computador utilizado para operacionalizar os desvios.
A sentença salientou que processos fictícios foram abertos e fechados com o CPF do réu, além do uso de senhas pessoais, o que confirmou seu papel central no planejamento e execução do esquema de desvio de recursos públicos. Atualmente, Thiago encontra-se preso no Presídio de Brumado.
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