Semana terá contraste: chuva intensa no sul da Bahia entre 8 e 15/9, segundo o boletim. O interior segue com calor persistente e temperaturas elevadas.
O país deve enfrentar mais uma semana com contrastes meteorológicos. Enquanto áreas do Sul e do Sudeste podem ter acumulados elevados de chuva, grande parte do Norte, Nordeste e Centro-Oeste permanecerá com temperaturas elevadas. O cenário consta no Informativo Meteorológico Semanal nº 36/2026, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com previsão para o período entre 8 e 15 de setembro.
Na Bahia, a tendência seguirá dividida entre litoral e interior: as chuvas mais significativas devem ficar concentradas no sul do estado, e grande parte das áreas interioranas deve continuar sem precipitação relevante. Ao mesmo tempo, o calor continuará como destaque no interior do Nordeste, enquanto áreas centrais da Bahia podem ter madrugadas relativamente amenas, com mínimas entre 15°C e 16°C.
Previsão entre 8 e 15 de setembro
Região Norte
- Chuva: os maiores volumes devem ocorrer no oeste do Amazonas, especialmente na região de São Gabriel da Cachoeira, onde os acumulados podem superar 80 milímetros. No sudeste amazonense, são previstos cerca de 50 milímetros.
- Outras áreas: o Tocantins pode registrar chuvas isoladas, com acumulados próximos de 20 milímetros. Nas demais localidades, a precipitação tende a ser irregular e pouco volumosa, geralmente abaixo de 5 milímetros na semana.
- Temperatura: a terça-feira começa com valores mais baixos no Acre e no extremo noroeste do Amazonas, com mínimas próximas de 18°C e máximas em torno de 32°C.
- Calor: a partir de quarta-feira, as temperaturas devem subir. Entre sexta-feira e sábado, áreas próximas à divisa do Pará com o Amazonas podem registrar máximas próximas de 40°C e mínimas em torno de 27°C.
Região Nordeste
- Chuva: os maiores acumulados devem se concentrar no sul da Bahia, com volumes em torno de 20 milímetros durante o período.
- Litoral: há possibilidade de chuvas isoladas em outros pontos da faixa leste do Nordeste, mas os acumulados semanais devem permanecer baixos, geralmente abaixo de 5 milímetros.
- Interior: o predomínio deve ser de tempo estável e sem chuva significativa em grande parte da região.
- Temperatura: o calor deve continuar intenso principalmente entre Maranhão e Piauí, com máximas que podem chegar a 38°C. Na Bahia, as menores temperaturas mínimas da região devem ocorrer em áreas centrais do estado, com valores entre 15°C e 16°C, e na faixa leste e litorânea as máximas não devem ultrapassar aproximadamente 30°C.
Na Bahia, portanto, a semana deve manter uma divisão clara: o sul do estado terá maior possibilidade de chuva, enquanto o Oeste, o Vale do São Francisco e boa parte do interior continuarão com tendência de tempo predominantemente seco.
Região Centro-Oeste
- Chuva: a semana começa mais instável em áreas de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, com possibilidade de pancadas de chuva.
- Acumulados: no norte de Mato Grosso e de Goiás, os volumes podem ficar próximos de 20 milímetros. Depois, a tendência é de estabilização do tempo em boa parte da região.
- Mato Grosso do Sul: o extremo sul do estado deve concentrar os maiores volumes no decorrer da semana, com acumulados que podem superar 50 milímetros.
- Temperatura: as máximas devem subir progressivamente. Nos dias 11 e 12, podem chegar pontualmente a 40°C no sul de Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul. No sábado (12), o extremo sul de Mato Grosso do Sul pode ter máxima abaixo de 20°C, mostrando forte diferença térmica na própria região.
Região Sudeste
- Chuva: a instabilidade deve aumentar a partir de quarta-feira (9), favorecendo volumes mais elevados especialmente no centro-sul de São Paulo.
- São Paulo: os acumulados podem superar 100 milímetros ao longo da semana em algumas áreas.
- Minas Gerais: no sul do estado, são previstos volumes próximos de 30 milímetros. Nas demais áreas do Sudeste, podem ocorrer chuvas isoladas, com acumulados semanais em torno de 10 milímetros.
- Temperatura: a tendência é de elevação gradual ao longo da semana. No noroeste de Minas Gerais, as máximas podem chegar a 36°C na quinta-feira (10). No sábado, áreas do sul paulista podem registrar máximas que não ultrapassem 16°C.
Região Sul
- Chuva: a semana começa com tempo mais estável, mas a instabilidade deve aumentar a partir de quarta-feira.
- Volumes elevados: entre quinta e sexta-feira, os acumulados podem superar 100 milímetros, principalmente entre o extremo norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
- Rio Grande do Sul: no extremo sul do estado, os volumes podem ultrapassar 70 milímetros. Em outras áreas da região, são esperados acumulados entre 10 e 20 milímetros.
- Temperatura: o Sul deve permanecer como a região mais fria do país. No extremo sudeste gaúcho, as máximas podem ficar abaixo de 16°C durante parte da semana, com mínimas entre 6°C e 10°C. No Paraná, o noroeste do estado terá temperaturas mais elevadas, com máxima prevista de até 32°C na sexta-feira.
Condições observadas entre 2 e 6 de setembro
O informativo também apresenta um balanço das condições registradas nos primeiros dias de setembro. Os maiores acumulados de chuva do país, entre 2 e 6 de setembro, ocorreram principalmente em Mato Grosso e Minas Gerais, com volumes superiores a 50 milímetros em diversas áreas.
Região Norte (observado)
As chuvas mais expressivas ficaram concentradas no sul do Amazonas e em setores do Tocantins. Colinas do Tocantins acumulou 81,4 milímetros, enquanto Humaitá registrou 40 milímetros e Rio Sono 32,8 milímetros. As temperaturas máximas variaram entre 30°C e 43°C. Manicoré, no Amazonas, chegou a 42,5°C, enquanto Redenção, no Pará, registrou 40,1°C.
Região Nordeste (observado)
Os principais acumulados de chuva ocorreram em Pernambuco e na Bahia. Salvador registrou 36,4 mi
Os dados reunidos apontam para uma semana de contrastes: chuva mais volumosa nas regiões Sul e Sudeste em determinados pontos e calor intenso no interior das demais regiões, com variações importantes de temperatura em curtas distâncias. A população deve acompanhar as atualizações oficiais para ajustes locais nas previsões ao longo dos dias.
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