Na última sexta-feira, 22 de maio de 2026, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, anunciou que o governo federal irá implementar uma subvenção de R$ 0,44 por litro na gasolina. Essa medida visa amenizar os efeitos da alta do petróleo, que tem sido impactada pela guerra no Irã, e será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima segunda-feira, 25.
Segundo Moretti, o valor da subvenção representa cerca de metade dos tributos federais que incidem sobre o combustível. A decisão foi tomada com cautela, a fim de não causar um impacto negativo nas contas públicas. Inicialmente, o governo tinha considerado um subsídio que poderia chegar a R$ 0,89 por litro, mas optou por um valor menor, em torno de R$ 0,44, para garantir um equilíbrio fiscal. Em entrevista coletiva, o ministro destacou:
“Dada a nossa cautela, inclusive do ponto de vista fiscal, olhando para o quanto variou o preço da gasolina, considerando o preço antes da guerra, achamos melhor ficar em torno da metade desse limite.”
A subvenção funcionará como uma compensação temporária para os consumidores e terá um custo estimado de R$ 1,2 bilhão por mês. Como a duração inicial é de dois meses, o impacto total no Orçamento pode chegar a R$ 2,4 bilhões. Apesar de a medida já ter sido anunciada, Moretti afirmou que o gasto ainda não foi incorporado oficialmente às projeções orçamentárias, pois o decreto de regulamentação ainda está em fase de finalização.
Além da gasolina, o governo também anunciou uma subvenção de R$ 0,3515 para o diesel, que entrará em vigor em junho, quando terminará a isenção total dos tributos federais sobre esse combustível. Essa medida, assim como a da gasolina, foi criada para mitigar os efeitos da alta dos preços internacionais do petróleo, que têm pressionado os custos internos no Brasil.
A escalada do conflito no Oriente Médio tem gerado incertezas e elevações nos preços do petróleo, refletindo diretamente nos custos dos combustíveis. O governo busca utilizar recursos públicos para reduzir temporariamente o impacto dessas oscilações nos preços.
Durante a coletiva, Moretti também informou que o leilão de áreas da União no pré-sal, que estava previsto para este ano com uma expectativa de arrecadação de R$ 31 bilhões, foi adiado. A decisão se deu em meio à instabilidade do mercado e à guerra, que tornaram a realização do leilão uma medida arriscada. O ministro afirmou:
“Para este exercício, em meio a uma guerra, em meio à oscilação de preços, não era a melhor decisão colocarmos em prática um leilão dessas áreas.”
O governo espera que a arrecadação com royalties e a venda de petróleo da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) ajudem a compensar a perda de receitas decorrente do adiamento do leilão, especialmente com a recente alta no preço internacional do barril.


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