Na última sábado, 23 de maio de 2026, o capitão do navio de cruzeiro MV Hondius, Jan Dobrogowski, desembarcou da embarcação após o término do desembarque de todos os passageiros e da tripulação. A confirmação foi feita pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Em uma declaração, Tedros informou que o capitão não apresenta sintomas de hantavírus, doença que gerou preocupação devido a um surto registrado a bordo. Até o momento, a OMS recebeu relatos de 12 casos da doença, incluindo três mortes. Contudo, não houve novos óbitos desde o dia 2 de maio.
“Sou profundamente grato pela cooperação e liderança de Jan, que conduziu o navio por uma jornada extraordinária e assustadora. Obrigado, querido Jan, por guiar seus passageiros em segurança”, declarou Tedros.
Após o desembarque do capitão, todos os passageiros e a tripulação do MV Hondius foram colocados em quarentena e estão sob rigorosa vigilância médica. A medida visa garantir que qualquer necessidade de cuidados médicos seja prontamente atendida.
A principal hipótese levantada pela OMS é que o primeiro caso de hantavírus a bordo possa ter sido adquirido antes do embarque, possivelmente por exposição em terra. Além disso, a organização indicou que há indícios de transmissão do vírus entre as pessoas a bordo do navio. Essa suposição é apoiada por uma análise inicial das sequências virais, que revelou similaridade quase idêntica entre os casos.
Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 12 de maio, Tedros enfatizou que não há indícios de um surto maior de hantavírus. No entanto, alertou que, devido ao longo período de incubação do vírus, é possível que novos casos sejam reportados nas próximas semanas.


Fonte: Agência Brasil – Saúde
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