Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) em 20 de setembro de 2023, revelam que 53,1% dos alunos formados em cursos de licenciatura na modalidade de educação a distância (EAD) apresentaram desempenho insuficiente no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2025. Este resultado é alarmante, considerando que, entre todos os formandos, 40% eram de cursos presenciais e 60% de EAD.
Os dados indicam que os alunos que concluíram cursos presenciais tiveram um desempenho significativamente melhor, com 73,9% sendo avaliados como proficientes. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, em coletiva na sede do MEC, destacou que medidas regulatórias estão sendo implementadas, como a extinção de todos os cursos de licenciatura EAD até maio de 2027.
Barchini afirmou que os alunos que estão matriculados em cursos totalmente a distância não terão a possibilidade de migrar para outras modalidades. Segundo ele, todos os cursos estão se adaptando para um formato semi-presencial ou presencial. Essa mudança visa garantir uma melhor formação para os futuros educadores.
O Enade é um indicador de qualidade que avalia os cursos de graduação com base no desempenho dos alunos. Neste último exame, foram avaliados 1.127 cursos EAD, em comparação a 3.420 cursos presenciais. O resultado geral mostra que 56,8% dos cursos avaliados obtiveram desempenho abaixo de 60%, e apenas 31,9% alcançaram notas mais altas, entre 4 e 5.
Entre os cursos com desempenho insatisfatório, 682 eram EAD e 1.048 presenciais. Isso significa que 60,51% dos cursos de formação de professores a distância tiveram notas 1 e 2, que são consideradas baixas.
Durante a apresentação dos resultados, a secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, expressou otimismo, considerando as avaliações como fundamentais para a fiscalização do ensino superior no Brasil. Ela ressaltou a importância das mudanças nos exames nacionais, que trarão parâmetros claros sobre o que se espera do desempenho dos estudantes.
Os cursos que obtiveram notas insatisfatórias terão seu desempenho monitorado pelo MEC durante um período de transição de dois anos. O objetivo é garantir que esses cursos melhorem sua qualidade e que os alunos tenham um aprendizado mais eficaz. O ministro Barchini acredita que, com as novas diretrizes, será possível formar profissionais mais qualificados no futuro.
Além disso, o balanço do Enade 2025 mostra que as instituições públicas federais e estaduais obtiveram os melhores resultados, com 75,9% dos alunos das federais sendo considerados proficientes. Já nas privadas, esse índice caiu para 46,5%.
Com a nova política, todos os cursos de licenciatura devem ser oferecidos exclusivamente nos formatos presencial ou semipresencial, banindo a oferta a distância. Essa mudança é parte de um esforço para elevar a qualidade da formação de professores no Brasil.




Fonte: Agência Brasil – Educação
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